sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Seder e Empaer lançam manual de diretrizes técnicas para o cultivo da pupunheira

Segunda, 13 de outubro de 2008, 09h20
PALMITO

Seder e Empaer lançam manual de diretrizes técnicas para o cultivo da pupunheira

ROSANA PERSONA Empaer/MT


A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), realizam o lançamento do manual de diretrizes técnicas para o cultivo comercial da pupunheira (Bactris gasipaes Kunth), elaborado pelos pesquisadores, David da Silva (Empaer), João Pedro Valente (Universidade Federal de Mato Grosso) e Paulo César Nunes (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O evento acontece no dia 15 de outubro (quarta-feira), na sala de reuniões da Seder, a partir das 8 horas.
No Brasil, estima-se que existem 15 mil hectares plantados de palmito de pupunheira. O principal produtor é o Estado de São Paulo com 29% da área plantada, e em seguida os Estados do Espírito Santo, Rondônia, Pará, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre, Paraná e Santa Catarina. O pesquisador David, fala da vantagem financeira do cultivo da pupunha. Ele explica, que em um hectare o produtor investe R$ 14 mil e o rendimento líquido por hectare pode chegar a R$ 600,00 ao mês, após o terceiro ano de cultivo.
A nova diretriz vai disponibilizar ao produtor recomendações técnicas, enfocando desde os aspectos botânicos, exigência edafoclimáticas (clima e solo), produção de mudas, semeadura, práticas fitossanitárias, plantio e replantio, controle de plantas invasoras, pragas e doenças, calagem e adubação, manejo de perfilhos, colheita, comercialização e industrialização do palmito, custos de implantação, manutenção e colheita do palmito. E as recomendações poderão ser utilizadas nesta safra, ainda no ano de 2008.
O engenheiro florestal, David Silva, explica que esse palmito apresenta o sabor mais adocicado, coloração mais amarelada e a textura mais macia em relação aos palmitos de outras palmeiras nativas. “Possui ainda a vantagem de não escurecer após o corte, o que permite a venda “in natura” de um produto de qualidade e boa aparência”, ressalta.
O palmito da pupunheira é nativo da região amazônica e pertence à Família Palmae e pode atingir até 20 metros de altura. Produz frutos carnosos dispostos em cachos com 20 a 300 unidades, de cores variadas entre o vermelho, amarelo, laranja, branco e cores intermediárias quando maduros. O primeiro corte ocorre entre 20 e 24 meses após o plantio, a longevidade da planta chega há 25 anos têm boa aceitação comercial e reduz o extrativismo das palmeiras por ser produzido no sol em áreas agrícolas tradicionais.
David acredita que esta publicação pode contribuir para a expansão da cultura, além de abrir linhas de créditos para os produtores financiarem as produções. “A melhoria da qualidade de vida pelo consumo de alimentos saudáveis com atenção e cuidados com o meio ambiente é uma ação importante para a economia sustentável do meio rural do Estado de Mato Grosso”, conclui Silva.