quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Produtores de Chapada dos Guimarães e Castanheiras investem na produção de alimentos orgânicos
ROSANA PERSONA
Empaer/MT
Sr. Eloir investe na produção de produtos orgânicos em Chapada dos Guimarães Produzir alimentos mais saudáveis, uma agricultura socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente sustentável é o novo jeito do homem se relacionar com a natureza. Esse modelo de produção conhecido por agroecologia tem como proposta proteger a vida e uma forma diferente de se relacionar com o meio ambiente. O técnico agrícola da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Antônio Claret Fialho fala que no município de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiabá), os agricultores familiares estão produzindo alimentos livres de agrotóxicos. Um exemplo é com sistemas agroflorestais na criação de florestas e outro é na produção de condimentos, banana e cana-de-açúcar.
Em busca da qualidade de vida, o analista técnico de controle de qualidade de veículos, Eloir Bernardon, mudou há 24 anos, do Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, e aportou com a família em Chapada, no Vale do Jamacá, Nessas duas décadas e meia, Eloir cultivou legumes e hortaliças com esforço em produzir uma agricultura abrangente com ética ecológica. No ano de 2003, participou de um curso sobre agrofloresta, em Piraí do Norte, no Estado da Bahia, com o agricultor e pesquisador, Ernest Gotsch, que nasceu na Suíça e percorreu várias partes do mundo implantando reflorestamentos. Desde então, vem conhecendo novas técnicas de produção sustentável.
Instalou no ano passado em sua propriedade um canteiro de 20 metros de comprimento por um metro de largura com diversas plantas frutíferas e de madeira. Nesse sistema agroflorestal o espaço entre as plantas é pequeno e a diversificação é grande. Num só canteiro, por exemplo, foram plantados as culturas de abacaxi, pupunha, tamarindo, leucena, aroeira, copaíba, algodão, uvaia, inhame, mandioca, cará e outras. “A intenção é fazer um berço de várias sementes, com 20 tipos diferentes de árvores para consumo ou comercialização. Daqui a um ano, estarei consumindo mandioca, inhame e muito mais”, esclarece Eloir.
Todo plantio não utiliza agrotóxico e nenhum tipo de adubação. Conforme o produtor, na lateral do canteiro são cultivadas gramíneas e outras sementes que servem para proteger e adubar o canteiro. Ele fala que os números são surpreendentes, e cita que o cará, um tubérculo rico em vitamina B, nesse sistema produz 10 toneladas por hectares. “No futuro, isso será uma floresta produtiva. Acredito que o sistema agroflorestal é a solução para a agricultura familiar mais limpa e sustentável que já vi em minha vida”, finaliza Eloir.
Em processo de recuperação do bioma original, o produtor rural e secretário de Agricultura municipal de Chapada dos Guimarães, Marco Antônio Sguarezi, proprietário do sítio Monjolinho, localizado no Vale da Bênção, escolheu as áreas para a atividade de desenvolvimento sustentável, após analise topográfica do relevo. Numa área total de 44 hectares, com ocupação de 38% da área, produz condimentos, especiarias para temperos e frutíferas como banana nanica e cana-de-açúcar.
Há mais de três anos, produz diversas pimentas de oito países diferentes (origem asiática, oriental, mediterrâneo etc.), condimentos como alecrim, manjericão, manjerona, cerefolio, aneto, zatar e outros. Conforme Sguarezi, no início da comercialização vendiam apenas cinco bandejas por semana, hoje vendem aproximadamente 400 bandejas. Com a certificação dos produtos, o produtor se orgulha de produzir de forma orgânica e oferecer um produto ao consumidor livre de adubos químicos.
O produtor plantou 1 hectare de banana nanica das variedades IAC 2001 e Tropical e todo sistema é orgânico. Utiliza-se farinha de rocha e adubação verde e orgânica. Marcos ressalta que não utiliza nitrato para maturação da banana, tudo é feito de forma orgânica e sem produtos químicos, apresentando um produto com valor nutricional mais elevado que os demais encontrados no mercado.
O plantio de cana-de-açúcar é para produção de açúcar mascavo integral e melado. Considerado um adoçante natural, o açúcar mascavo não passa pelo processo de refinamento, mantendo as vitaminas e minerais naturais da cana como: cálcio, ferro e potássio. A intenção do produtor é montar uma agroindústria em sua propriedade totalmente sustentável, ou seja, aproveitar o bagaço para queima na caldeira e até a fumaça como fonte de matéria prima (ácido pirolenhoso) para a agricultura orgânica como repelente natural.
AGROECOLOGIA
João de Melo/Empaer
Agricultores investem na produção de produtos orgânicos em Chapada dos Guimarães Foi realizado em 2009 pela Empaer o primeiro curso de agroecologia com aulas práticas e teóricas. O objetivo do curso foi a capacitação de técnicos em sistemas agroecológicos, incentivando o desenvolvimento de práticas agrossilvipastoris. A geógrafa da Empaer, Begair Filipaldi, comenta que algumas atividades já estão sendo desenvolvidas explorando o sistema agroecológico de produção como o pastoreio Voisin para bovinocultura de leite e corte, uso de defensivos alternativos para aplicação nas olerícolas e animais, uso do Neem Indiano (Zadirachta-indica) para combate de pragas e doenças.
O extensionista da Empaer, Juraci Miranda, do município de Castanheira (779 km a Noroeste da Capital) fala que na região o avanço tem ocorrido na pecuária principalmente no manejo com o pasto, o sistema pastoreio Voisin é o mais adotado. Na pecuária o uso de produtos naturais como o Neem e o fertilizante e repelente mais usado a base de urina de vaca, calda de fumo, inseticidada de sabão, cinzas além de consórcios com leguminosas para fixação de nitrogênio e cobertura do solo.
Miranda fala da experiência do cafeicultor Averaldo Alencar que sempre utilizou agrotóxicos para combater as plantas invasoras. Preocupado com o meio ambiente, o agricultor começou a fazer podas de formação dos pés de café e adquiriu com a Empaer semente de leguminosa para plantar. Ele fala também do sucesso do feijão Caupi (BRS Guariba) que está sendo cultivado sem agrotóxico e a variedade é resistente ao ataque de pragas e doenças.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Presidente Lula sanciona nova Lei que beneficia a Assistência Técnica e Extensão Rural no país
Assessoria / Empaer
Assessoria
Solenidade que sancionou a Lei Geral de Ater em Brasília-DF Foi sancionada no dia 11 de janeiro a Lei 5.665/2009 sobre a Assistência Técnica e Extensão Rural(Ater) no país. A Lei de Ater, como ficou conhecida, institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater), define os princípios e os objetivos dos serviços de Ater e cria o Programa Nacional de Assitência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).
A solenidade de sanção da Lei de Ater foi realizada no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, do ministro de Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, da senadora Serys Marly Slhessarenko, de secretários estaduais de Agricultura, presidentes da empresas estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural.
“Na prática, essa nova lei quer dizer que pela primeira vez nosso país terá de fato, uma política nacional de extensão rural. Com ela, a prioridade do Governo Federal será a de trabalhar diretamente com as empresas de extensão rural nos estados, fortalecendo assim a agricultura familiar, os assentados indígenas e quilombolas”, ressaltou a senadora Serys Marly.
A Lei de Ater substitui os atuais convênios firmados para prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural por contratos com chamadas públicas com definição de requisitos como: quantidade de público atendido, prazo para execução do serviço, valores do contrato e qualificação da equipe técnica especializada. A nova Lei garante que os programas sejam executados até sua conclusão, reforça as cadeias produtivas da agricultura familiar e dessa forma, é possível atender a realidade local de cada agricultor. Os serviços serão prestados aos beneficiários gratuitamente.
“A Lei Geral de Ater vai mudar a forma de repasse de recursos para as Emateres do Brasil. Atualmente estes repasses são feitos através de convênios, que são instrumentos muito burocráticos e não permitem que os recursos cheguem na hora certa para que o agricultor tenha assistência técnica adequada”, argumentou o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), José Silva.
O Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) implementará o Pronater em conjunto com os conselhos estaduais de Desenvolvimento Sustentável, que fará o credenciamento das instituições encarregadas de executar a assistência técnica. Para se cadastrar, a instituição poderá ter ou não fins lucrativos, mas deverá atuar no estado em que solicitar credenciamento e ter pessoal capacitado para o trabalho, estar legalmente constituída há mais de cinco anos, caso não seja entidade pública.
“A aprovação da Lei Geral de Ater, criou um novo momento histórico que irá contribuir para a revitalização e fortalecimento do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil, serviço este, que teve uma forte decadência a partir dos anos 90 com a extinção da Embrater. Com isso, o meio rural passa a contar com as ferramentas necessárias e com um quadro profissional capacitado e comprometido com o desenvolvimento rural sustentável focado na Agricultura Familiar”, destacou Leôncio Pinheiro da Silva Filho, presidente da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT).
A Lei de Ater reforça os investimentos do governo federal em assistência técnica e extensão rural. O orçamento do setor avançou de R$ 42 milhões (em 2003) para R$ 482 milhões (em 2009). Para 2010 a proposta de lei orçamentária é de investimentos de R$ 626 milhões em Ater.
Com informações do MDA
Empaer entrega certificados de capacitação a jovens rurais em Araputanga
Assessoria/Empaer
Finalizando o curso profissionalizante de bovinocultura de leite para jovens rurais em Araputanga (345 km a Oeste de Cuiabá), foram entregues os certificados com festa e comemoração pela missão cumprida em três meses de trabalhos intensos nas propriedades rurais da região.
O curso de capacitação realizado pela Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com Coopernoroeste e Banco do Brasil, superou as expectativas tanto dos coordenadores do projeto, como dos jovens, que já estão colocando em prática o que aprenderam.
A jovem Angra Martins da Silva (do sítio Alvorada 2 – Comunidade Santa Aurélia) fala um pouco do que aprendeu: “Foi um grande aprendizado e a primeira coisa que eu fiz, foi em relação à adubação de pasto, lá onde eu moro temos vários piquetes, mas os pastos são baixos, então a adubação vai dar mais desenvolvimento e nós vamos aproveitar melhor o nosso espaço no sítio. Eu não sabia como prevenir a infecção de bactérias no tanque e nem fazer a limpeza correta do tanque e do curral, que também são importantes. Com essas e outras atitudes, nós já estamos conseguindo fazer um grande desenvolvimento em nossa propriedade”.
Com essa capacitação, os jovens estarão habilitados a conseguir uma linha de crédito específica, junto ao Banco do Brasil, que é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Jovem, com um crédito de até 7 mil reais para investimento, com juros de 1% ao ano e até 10 anos para pagar.
“A ideia é, não só apoiar esses jovens financeiramente, mas também buscar ter um acompanhamento próximo a eles. Nós temos a preocupação de saber se aquele recurso está sendo realmente aplicado para a finalidade proposta e pelo que vimos aqui, neste curso de capacitação, os jovens estão bem conscientes e preparados para desenvolver seu papel. Nós, do Banco do Brasil, estamos confiantes de que esse recurso vai ser muito bem empregado e com certeza irá gerar bons frutos no futuro”, ressaltou Carlos Gustavo Ortega de Calazan, gerente do Banco do Brasil de Araputanga.
“Com diálogo e planejamento é possível fazer uma parceria bem feita como esta, onde ganha a cooperativa, ganha o governo, ganha a Empaer, a instituição financeira, mas principalmente ganha o produtor rural, então o balanço é bastante positivo e nós pretendemos ampliar esse projeto com outros cursos a fim de diversificar as culturas como forma de trazer mais estabilidade no campo e maior desenvolvimento para nossa região”, ressaltou Ademar Furtado, presidente da Coopernoroeste.
Foram capacitados 26 jovens, filhos e filhas de agricultores familiares cooperados e 12 extensionistas da Empaer e da Coopernoroeste, que serão multiplicadores em outros municípios de Mato Grosso. Com 32 horas de aulas teóricas, em sala de aula e mais 68 horas em atividades de campo monitoradas pelos técnicos, totalizando 100 horas, com a entrega de certificados.
O presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho fez referência ao trabalho dos extensionistas para o desenvolvimento dos agricultores familiares do Estado e ainda ressaltou que o projeto segue o modelo de Minas Gerais: “Tivemos o prazer de conhecer esse projeto através do presidente da Emater-MG, José Silva e o trouxemos para Mato Grosso e esta parceria, mostra que estamos no caminho certo, ao visualizarmos o futuro com racionalidade, ao promover uma política pública voltada aos jovens rurais empreendedores, como uma resposta ágil aos desafios da Extensão Rural”.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Governador entrega 57 veículos para Empaer atender agricultores familiares no Estado
ROSANA PERSONA Empaer/MT
Como parte do Programa de Revitalização e Reestruturação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o governador Blairo Maggi e o presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, entregam 57 veículos para os municípios do interior do Estado. A solenidade de entrega será realizada no dia 05 de fevereiro (quinta-feira), às 9 horas, na Praça das Bandeiras.
Com recursos na ordem de R$ 5,2 milhões provenientes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Governo do Estado de Mato Grosso possibilitaram a aquisição de veículos, computadores, motocicletas e outros. Os investimentos serão aplicados na prestação de serviços para os produtores rurais com base nos princípios e diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).
Além da aquisição dos veículos, o recurso será aplicado em 15 projetos, com ações na cadeia produtiva do leite, biodiesel, mandioca, agroecologia, desenvolvimento da agroindústria, produção de plantas medicinais, qualificação sobre crédito rural do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), turismo rural, apoio comercialização dos produtos agrícolas, semana tecnológica para agricultura familiar, capacitação de extensionistas rurais e agentes administrativos e prestação de assistência técnica e extensão rural aos produtores.
Entusiasmado o presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho fala que a empresa está garantindo aos agricultores familiares atendimento e serviço de qualidade. Conforme Leôncio, nessa primeira fase serão encaminhados os veículos para os regionais de Cuiabá – 15 veículos, Rondonópolis – 3, São Felix do Araguaia – 6, Barra do Bugres -5, Sinop- 4, Cáceres-12,Barra do Garças-8 e Juina-7. Ainda este ano serão adquiridos mais 61 veículos.
Governo do Estado e MDA dão início a revitalização da Empaer entregando veículos
Dando início à primeira fase de reestruturação e revitalização da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), aconteceu hoje (05.02), a entrega de 57 veículos que foram encaminhados para o interior do Estado. A segunda fase será a aquisição de mais 61 veículos, motocicletas, capacitação de agricultores, técnicos e outros. O gerente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Dieter Metzner, fala que com a reestruturação da empresa e contratação de pessoal até o ano de 2010, a meta é atender 100% dos agricultores familiares, ou seja, 150 mil.
Defensor de uma maneira mais ampla sobre as políticas específicas para a agricultura familiar, Dieter ressalta a integração do governo federal, estadual e municipal, instituições privadas e outros. Segundo ele, é necessário que a Empaer faça reestruturação realizando também concurso público para contratação de pessoal a fim de chegar até o agricultor familiar os serviços de assistência técnica, extensão rural e pesquisa.
Recursos na ordem de R$ 8,3 milhões do MDA e Governo do Estado de Mato Grosso vão atender 8.819 famílias rurais em 79 municípios do Estado. O presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, explica que ainda este ano a empresa terá adquirido em torno de 136 veículos, melhorando a qualidade do serviço. “Iniciamos os primeiros passos, melhorando os instrumentos de trabalho e oferecendo ações mais efetivas aos nossos clientes”, esclarece Pinheiro.
O secretário de Desenvolvimento Rural (Seder), Neldo Egon Weirich, fala que o governo do Estado está empenhado em atender as metas do MDA, que é atender 150 mil agricultores familiares até o ano de 2010. Segundo Neldo, os produtores são os grandes beneficiados, e hoje é um exemplo disso, com a aquisição de 57 veículos.
O vice-prefeito do município de Cáceres, Wilson Kishi, participou da solenidade de entrega e está levando para a região 11 veículos. Conforme ele, o município necessita desse tipo de iniciativa com ações concretas que atenda de verdade os anseios do Homem do Campo. “O fortalecimento da Empaer vai garantir a melhoria da qualidade no atendimento”, destaca.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Asbraer lança Medalha da Extensão Rural Jonas Pinheiro
Asbraer lança Medalha da Extensão Rural Jonas Pinheiro
12/12/2008 às 09:13

Como parte das comemorações da Semana da Extensão Rural realizado em Belo Horizonte, no dia 5 de dezembro, membros da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), lançaram a medalha mérito da Extensão Rural “Jonas Pinheiro”. O presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Asbraer, José Silva fala que é a mais alta condecoração que a entidade criou para homenagear pessoas que contribuíram e lutaram pela extensão no Brasil.
“A medalha leva o nome Jonas Pinheiro devido os relevantes serviços prestados ao meio rural. Ele foi um grande extensionista, referência para todos nós, um exemplo de vida. Atuou como técnico, presidiu a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), foi deputado Federal e Senador, sempre lutando pelas questões ligadas à agricultura nacional”, explica Silva.
Participaram das comemorações, 25 presidentes de empresas e instituições de assistência técnica e extensão rural do país e, entre eles o presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho e também irmão do senador Jonas. Leôncio ressalta que a homenagem é justa e merecida ao homem que ofereceu os serviços em benefício da extensão, pesquisa agropecuária e da agricultura. “Como irmão, sinto-me emocionado pelo tributo, e com certeza, este ato perpetuará no coração de toda nossa família”, comenta.
José Silva explica que a medalha “Jonas Pinheiro” será entregue no ano de 2009, e o conselho vai homenagear cinco extensionistas do Brasil. Silva reforça que a extensão rural tem motivos para comemorar, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal aprovou no dia 5 de novembro por unanimidade, o Projeto de Lei 2.191/07, do deputado federal Nárcio Rodrigues, que institui o Dia Nacional do Extensionista Rural, a ser comemorado anualmente em 6 de dezembro.
Fonte: Rosana Persona (Jornalista)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A FORÇA DA EXTENSÃO RURAL E DA AGRICULTURA FAMILIAR NA
A FORÇA DA EXTENSÃO RURAL E DA AGRICULTURA FAMILIAR NA
PRODUÇÃO DE “MAIS ALIMENTOS”
A Extensão Rural no País vive um novo tempo, renova a sua
historia, com novas conquistas e bons resultados, apoiado em
planejamento e gestão estratégica, com foco no desenvolvimento
sustentável. Os Extensionistas comemoram 60 anos, a melhor idade,
resistindo à profunda adversidade política e o desmonte estrutural dos
órgãos de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER, que teve início
com a extinção da EMBRATER, 1990, décadas perdidas. Hoje, por
reconhecimento e ação de Estado (União, Estados e Municípios), e
fortalecido nas parcerias, o serviço de ATER é revitalizado em sua
reestruturação interna e na integração do serviço de ATER estatal com a
sociedade, consolidando-se como referência na prestação de serviço ao
segmento da agropecuária brasileira, com foco na agricultura familiar.
A Extensão Rural e a agricultura familiar vivem seu melhor
momento. A força da Extensão Rural Pública Brasileira se revigora nas 27
entidades estaduais oficiais de ATER; 23.614 empregados; 16.671
extensionistas; 260 escritórios regionais; 4.596 escritórios locais; 46
cadeias produtivas trabalhados; 2,8 milhões de famílias de agricultores
atendidas, fortalecendo assim a agricultura familiar, que gera emprego a
dois terços dos trabalhadores no campo, promove riquezas da ordem de
R$ 160 bilhões/ano, responsável por 67% da produção nacional de feijão,
84% de mandioca, 49% de milho, 52% do leite, 58% de suínos, 40% de
aves e ovos; 85% do total de propriedades rurais do País pertencem a
agricultores familiares; os recursos de crédito rural aplicados pelo
PRONAF, evoluíram de R$ 2,3 bilhões, na safra de 2002/2003, para 8,4
bilhões na safra 2006/2007. (Fonte: MDA/SAF)
É dessa forma que a extensão rural brasileira continua fazendo
história e promovendo o desenvolvimento rural, portanto, tem o
reconhecimento da sociedade. Por tudo isso a força no meio rural é o
extensionista pelo respeito que constrói junto às comunidades que
trabalha, fortificando o serviço de ATER, a produção familiar e qualidade
de vida no meio rural.
Dr. Leôncio Pinheiro da Silva Filho
Presidente da EMPAER-MT
Ministério realiza oficina de avaliação com representantes da Baixada Cuiabana
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
ROSANA PERSONA Empaer/MT
O evento é realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), e busca o fortalecimento das ações para o desenvolvimento do território, abrindo discussão sobre o estudo da cadeia produtiva da agricultura familiar. O articulador Estadual do Programa de Desenvolvimento dos Territórios Rurais do MDA, Vitor Hugo Garbin está informando sobre a reformulação do colegiado territorial, enfocando as ações do governo federal para a agricultura familiar na área de saúde, educação, infra-estrutura, direitos sociais, apoio à produção e outros.
Segundo Garbin, para infra-estrutura o governo federal liberou recursos na ordem de R$ 525 mil para o Território da Cidadania. Ele explica que a organização e mobilização dos agricultores e entidades serão os grandes responsáveis pelo desenvolvimento desse território. O gerente do MDA, Dieter Metzner, comenta que a oficina é uma preparação para a nova fase, ou seja, o território rural se torne em Território da Cidadania e também, avaliar o que foi realizado até o momento nos municípios da Baixada. O gerente ressalta que a participação do governo do Estado e municípios é fundamental na articulação das políticas públicas para a agricultura familiar. Ele lembra que a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) é uma grande parceira que presta atendimento aos produtores e necessita ser fortalecida para atender 150 mil agricultores familiares.
O secretário adjunto da Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), Jilson Francisco da Silva reforçou em sua palestra o funcionamento do Centro de Comercialização da produção dos agricultores familiares que estará pronto em junho de 2009. Segundo Jilson, dentro de quatro anos, a Baixada Cuiabana terá excedentes de produção, comercializando não somente na capital, como nos pólos vizinhos, Cáceres, Tangará da Serra e outros.
Durante a oficina foram apresentados estudos do território da Baixada Cuiabana com informações que possibilitem a dinamização econômica dos municípios. Um exemplo é a garantia de abastecimento da central de comercialização com maior valor agregado aos produtos da agricultura familiar. Também foi mencionado o fortalecimento do turismo dos municípios de Barão de Melgaço e Chapada.O presidente da comunidade do Cinturão Verde do Pedra 90, Benedito Abílio de Farias, participa da oficina e representa o município de Cuiabá. Ele comenta que a produção do Cinturão é comercializada nas feiras e no próprio bairro. A Assistência Técnica é realizada pelos técnicos da Empaer. “Se não fosse o trabalho dos técnicos da Empaer é provável que não houvesse produtor rural por aqui. Considero como a única empresa que presta atendimento nessas áreas”, ressalta Benedito.
Participam da oficina mais de 40 pessoas, entre técnicos da Empaer, Supervisor Regional da Empaer, Carlos Antônio Branco Lopes, Superintendente da Agricultura Familiar da Seder, Heitor Medeiros, representantes dos sindicatos dos trabalhadores rurais e outros. O evento tem encerramento previsto, hoje (11.12) às 18 horas.
Pesquisa pioneira vai fornecer padrões de espécies nativas com potencial madeireiro
ESPÉCIES FLORESTAIS
ROSANA PERSONA Empaer/MT
A pesquisadora Eliane explica que o projeto propõe estudar a fenologia reprodutiva, qualidade fisiológica, potencial de armazenamento das sementes, formação, qualidade das mudas e avaliações silviculturais das espécies. Os pesquisadores pretendem obter informações desde a fase de formação da semente até o corte final da madeira. Durante quatro anos de pesquisa vão fornecer padrões da planta que até então, é desconhecido.
David Silva comenta que estão entre os pioneiros na pesquisa florestal para tecnologia de semente e qualidade fisiológica de mudas de espécies nativas com potencial madeireiro. O trabalho vai pesquisar algumas espécies nativas como: amescla, tatajuba, cedro, mogno, cerejeira, freijó e outras. “Vamos gerar informações silviculturais para os empresários investirem nas espécies que tenham informações técnicas nas condições edafoclimáticas do Estado”, ressalta.
Teca e eucalipto são consideradas plantas exóticas e bastante cultivadas pelos produtores e empresas. Segundo David, essas plantas já possuem um padrão e tem um comportamento definido. Com as mudas nativas os pesquisadores pretendem definir o padrão das espécies. Ele acredita que esse projeto pode levar de 30 a 40 anos, para apresentar todos os resultados esperados das espécies. “Também é uma preocupação ambiental, e acredito que a Empaer tende a contribuir com soluções de problemas futuros com o meio ambiente”, relata.
O projeto vai colaborar com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e madeireiros fornecendo padrões tais como: altura da planta, diâmetro do colo, capacidade de enraizamento e outros. “Esse estudo vem ao encontro das ansiedades do setor madeireiro, no momento em que as atenções mundiais se voltam para a conservação da biodiversidade, viabilizando formas de exploração sustentável, através de resultados de pesquisa, uma alternativa para corrigir processos de degradação ocasionados nas florestas”, conclui Daltro.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Empaer é finalista do Prêmio Finep inovação tecnológica na região Centro-Oeste
PREMIAÇÃO
ROSANA PERSONA
Empaer/MT
Segundo Manoel, esta é a 11ª edição do Prêmio Finep de Inovação, considerada a maior premiação à inovação tecnológica do país, criado para premiar trabalhos inovadores realizados por empresas, instituições de ciência e tecnologia e organizações sociais brasileiras. Além do troféu, os vencedores poderão receber financiamentos do Finep para a implementação de projetos de inovação, que varia de R$ 500 mil a R$ 10 milhões. “Pela primeira vez participamos do Prêmio Finep e estamos felizes com a classificação”, ressalta Almeida.
Há mais de dois anos, Manoel está pesquisando a raça Índio Gigante, ave considerada precoce, atinge o comprimento de mais de 1 metro (medindo da unha a ponta do bico) e chega a pesar até 3 quilos em 90 dias. Apresenta todas as características de um frango caipira comum e as fêmeas põem em média 30% mais ovos que as similares comuns. Hoje o Campo Experimental conta com 50 matrizes e cinco reprodutores puro da raça.
Este trabalho vem sendo difundido para atender os agricultores familiares. No campo experimental da Empaer, as aves estão sendo criadas em sistema de baias, divididas em piquetes, onde um reprodutor é criado com 10 matrizes. Os ovos das matrizes são selecionados e os maiores vão para as incubadoras e permanecem chocando durante 21 dias, quando nasce o pintinho. Conforme o técnico, um reprodutor da raça custa em torno de R$ 300,00, com a idade de até 12 meses e a matriz na fase de postura, chega a custar R$ 200,00.
O secretário de Ciência e Tecnologia, Francisco Daltro, enfatizou o espírito empreendedor do técnico agropecuário pela iniciativa na participação, confirmando a potencialidade do Estado no cenário nacional. “Sentimo-nos vitoriosos por vosso intermédio e desejamos sucesso a todos os participantes que concorrem entre si a premiação regional e posteriormente, temos a convicção que sim, a premiação nacional”, declara Daltro.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Novo satélite auxilia na visualização de áreas de preservação permanente e agricultável
AGRICULTURA
ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT
Essa nova tecnologia é considerada superior ao satélite Landsat, em torno de 10 vezes, sem corte das fotos e em cores naturais. O evento aconteceu em Cuiabá, na primeira quinzena deste mês.
Segundo Rocha, essa tecnologia é formada por uma cadeia de satélites e cada imagem realiza o controle e monitoramento de uma área de 60 quilômetros quadrados, permitindo o mapeamento básico para escalas regionais e locais de 1 até 10 mil vezes ou seja, imagens que podem mostrar a superfície do solo e a qualidade da cobertura vegetal. “Esse equipamento consegue, com precisão, identificar a situação ambiental com imagens de melhor qualidade”, ressalta.
Na Empaer são utilizadas as imagens do satélite Landsat ou imagens adquiridas em sites com acessos gratuitos. Rocha esclarece, que a nova tecnologia reduz a necessidade de levantamentos em campo e fornece imagens das áreas que sofreram “antropisações” (ações provocadas pelo homem) que causam danos ambientais. “O satélite “spot” pode auxiliar o trabalho de recuperação de matas ciliares, voçorocas e adequação de estradas e muito mais”, finaliza Vital.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Equador pretende comprar por ano 30 mil hectares de pau de balsa do Estado de MT
REFLORESTAMENTO
ROSANA PERSONA Empaer/MT
O presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, repassou para o economista várias publicações dentre elas, as Diretrizes Técnicas para o cultivo do pau de balsa no Estado, trabalho que foi executado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e que está à disposição do produtor. Madeira leve como o isopor, o pau de balsa possui elevada resistência mecânica, sendo utilizado como material de isolação acústica, artesanato, construção de jangadas, balsas, aeromodelismo, colete salva vidas, fabricação de papel e outros.
Munõz está levando para o seu país materiais genéticos para verificar a densidade da madeira e qual será a utilidade no mercado mundial. A densidade é calculada por quilo, a considerada de boa densidade e com facilidade de penetração no mercado pesa em torno de 140 a 150 quilos por metros cúbicos, a leve chega a pesar 50 quilos por metros cúbicos. “Nos próximos cinco anos, estamos dispostos a comprar do Estado de Mato Grosso 30 mil hectares de pau de balsa por ano”, ressalta Jorge.
O diretor de Pesquisa da Empaer, Antonimar Marinho dos Santos, sugere uma parceria com a empresa para o melhoramento genético da planta, definido um material mais estável em termos de produtividade e precocidade. Ele acredita no potencial da planta e pretende fazer alguns acertos. “Já começamos alguns testes e ainda precisamos incrementar a planta, isso demanda de pesquisa e um pouquinho de tempo, estamos resolvendo alguns problemas e acertando outros”, comenta Marinho.
O pesquisador Décio Teruo Miyajima, fala que o economista veio apresentar a empresa que atua em 70 países e conferir o potencial do comércio do pau de balsa no Estado. Décio explica que a intenção é comprar a madeira dos pequenos produtores por um preço de U$ 200 o metro cúbico.
Participaram da visita, o diretor de Operações da Empaer, Jaime Bom Despacho da Costa, Engenheiro agrônomo da Seder, Luis Carlos Ferreira Bernardes, Chefe de gabinete da presidência, Gabriel Miranda dos Anjos, Assessor da presidência, Osvaldo Ferreira , Fomento mercantil, Cristian Marchiori e o empresário, Laércio Bernardi.
Mais recursos para as Emateres
Segundo o ministro do desenvolvimento agrário Guilherme Cassel as Emateres compraram o desafio proposto pelo Governo Federal “houve um grande aumento no número de extensionistas e o atendimento tem melhorado a cada dia, com isso, o orçamento tende a crescer ainda mais” enfatiza Cassel concordando também que a desburocratização dos convênios é a melhor forma de resolver as falhas relacionadas aos orçamentos.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Buracos deixados por garimpos podem se transformar em tanques de piscicultura
INOVAÇÃO
DÉBORA SIQUEIRA Assessoria/Seder
Seder e Empaer lançam manual de diretrizes técnicas para o cultivo da pupunheira
PALMITO
ROSANA PERSONA Empaer/MT
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), realizam o lançamento do manual de diretrizes técnicas para o cultivo comercial da pupunheira (Bactris gasipaes Kunth), elaborado pelos pesquisadores, David da Silva (Empaer), João Pedro Valente (Universidade Federal de Mato Grosso) e Paulo César Nunes (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O evento acontece no dia 15 de outubro (quarta-feira), na sala de reuniões da Seder, a partir das 8 horas.
No Brasil, estima-se que existem 15 mil hectares plantados de palmito de pupunheira. O principal produtor é o Estado de São Paulo com 29% da área plantada, e em seguida os Estados do Espírito Santo, Rondônia, Pará, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre, Paraná e Santa Catarina. O pesquisador David, fala da vantagem financeira do cultivo da pupunha. Ele explica, que em um hectare o produtor investe R$ 14 mil e o rendimento líquido por hectare pode chegar a R$ 600,00 ao mês, após o terceiro ano de cultivo.
A nova diretriz vai disponibilizar ao produtor recomendações técnicas, enfocando desde os aspectos botânicos, exigência edafoclimáticas (clima e solo), produção de mudas, semeadura, práticas fitossanitárias, plantio e replantio, controle de plantas invasoras, pragas e doenças, calagem e adubação, manejo de perfilhos, colheita, comercialização e industrialização do palmito, custos de implantação, manutenção e colheita do palmito. E as recomendações poderão ser utilizadas nesta safra, ainda no ano de 2008.
O engenheiro florestal, David Silva, explica que esse palmito apresenta o sabor mais adocicado, coloração mais amarelada e a textura mais macia em relação aos palmitos de outras palmeiras nativas. “Possui ainda a vantagem de não escurecer após o corte, o que permite a venda “in natura” de um produto de qualidade e boa aparência”, ressalta.
O palmito da pupunheira é nativo da região amazônica e pertence à Família Palmae e pode atingir até 20 metros de altura. Produz frutos carnosos dispostos em cachos com 20 a 300 unidades, de cores variadas entre o vermelho, amarelo, laranja, branco e cores intermediárias quando maduros. O primeiro corte ocorre entre 20 e 24 meses após o plantio, a longevidade da planta chega há 25 anos têm boa aceitação comercial e reduz o extrativismo das palmeiras por ser produzido no sol em áreas agrícolas tradicionais.
David acredita que esta publicação pode contribuir para a expansão da cultura, além de abrir linhas de créditos para os produtores financiarem as produções. “A melhoria da qualidade de vida pelo consumo de alimentos saudáveis com atenção e cuidados com o meio ambiente é uma ação importante para a economia sustentável do meio rural do Estado de Mato Grosso”, conclui Silva.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Dia mundial da alimentação é comemorado pela Empaer
SEGURANÇA ALIMENTAR
ROSANA PERSONA Empaer/MT
Nesta quinta-feira (16.10) comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. E para elevar os níveis de nutrição e de desenvolvimento rural, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) definiu para este ano o tema - Os desafios das mudanças climáticas e bionergia na produção de Alimentos. A nutricionista da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Denise Ávila Gutterres, comenta que os técnicos da empresa estão proferindo palestra esta semana enfocando a produção de alimentos saudáveis na zona rural.
Em comemoração à Semana Estadual da Alimentação Saudável, realizada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o técnico agrícola da Empaer, Gildo Alves Feitosa, proferiu palestra sobre o cultivo de hortas domésticas sem agrotóxico, preparação dos canteiros para plantio e os cuidados para produção de alimentos saudáveis. “Nossa atividade é orientar os produtores rurais, dona de casa, estudantes a produzirem alimentos com qualidade, seja na fazenda ou cidade”, ressalta, Gildo.
Denise fala que a empresa possui algumas publicações e no ano de 2006 lançou a cartilha - Alimentação saudável: garantia de viver bem. O trabalho que vem sendo difundido para produção de alimentos é abrangente, pois enfoca desde os cuidados com a cidadania, gestão alimentar, educação sanitária, tratamento de água, saúde preventiva, higiene e manipulação de alimentos, pomar doméstico e processamento artesanal de frutas, hortaliças, leite e carnes.
Ela ressalta que a alimentação saudável deve ser baseada em práticas alimentares assumindo o respeito social, cultural e prazeroso dos alimentos, como fundamento básico para a saúde. “É importante dar preferência a alimentos da época, podendo ser consumidos fresquinhos. Os orgânicos são mais uma opção que gera renda, qualidade de vida e resguarda as gerações futuras”, conclui.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Parceria entre Governo do Estado e Federal garante R$ 25,9 milhões para regularização fundiária
MEIO AMBIENTE
DANIEL DINO
Governador Blairo Maggi e o presidente do INCRA Rolf Hackbart Três acordos entre o Governo do Estado e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) garantiram R$ 25,9 milhões para a regularização fundiária e ainda assistência técnica para os assentamentos rurais mato-grossenses. Será realizada a demarcação topográfica, por meio de georeferenciamento, em 39 projetos de reforma agrária, num total de 12.944 lotes. Quanto ao acompanhamento técnico, o acordo beneficia nove mil famílias assentadas em 40 projetos. Os acordos assinados nesta terça-feira (07.10) em Cuiabá ainda repassam do Incra para o Governo do Estado as áreas remanescentes da Gleba Jarinã, no município de Peixoto de Azevedo, para rápida regularização fundiária.
Incra e Governo de MT assinam convênios para recuperação ambiental de assentamentos
Ednilson Aguiar/Secom-MT
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Empaer elabora novas diretrizes para a pesquisa agropecuária em MT
AGRICULTURA FAMILIAR
ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT
Pesquisadores e técnicos estarão discutindo a transferência de tecnologia, infra-estrutura, parcerias e captação de recursos. O consultor do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), contratado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, Alejandro Pereira, fala que o trabalho que está sendo realizado com as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (OEPAs), é fazer um planejamento que proporcione uma gestão de resultados.
Alejandro lembra que também é importante planejar o uso do recurso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na ordem de R$ 283,4 milhões, que será distribuído para as 17 OEPAs, durante os anos de 2008 a 2010. “O princípio do programa de gestão é criar um padrão de trabalho entre todas as Organizações e conseqüentemente o fortalecimento dessas instituições”, relata.
O diretor de Pesquisa da Empaer, Antonimar Marinho dos Santos, comenta que durante o workshop será definido uma nova metodologia de trabalho para a pesquisa agropecuária. Ele ressalta a integração da pesquisa e Ater, permitindo um melhor atendimento aos produtores rurais. Durante o evento, serão formados cinco grupos de estudo que irão elaborar um relatório com as diretrizes que serão adotadas pela empresa.
Para o final de 2008, está previsto para a Empaer, o recurso na ordem de R$ 1,4 milhão, que serão aplicados em investimentos e infra-estrutura. O diretor de Operações da Empaer, Jaime Bom Despacho da Costa comenta que a pesquisa e Ater precisam caminhar na mesma direção. O serviço de extensão rural e pesquisa levam para o campo a tecnologia produzida pela pesquisa. “A pesquisa nasce da necessidade da agricultura familiar, cada vez mais, precisamos estar juntos, pesquisadores e ater e vice-versa”, salienta.
Participaram da abertura do workshop o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Francisco Costa; o coordenador executivo do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), Múcio Wanderley; representante do MT Regional, Alexandre Galemo; a médica veterinária da Famato, Milene Vidotti; representante do Indea, Henrique de Aquino; capitão do Corpo de Bombeiros, Lael Rodrigues da Silva e o professor da UFMT, Alicio Nunes Domingues.
O evento está sendo realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro.
Mais informações entrar em contato pelo fone: (65) 3613 1733 – Diretoria de Pesquisa da Empaer.
Empaer realiza workshop para definir metodologia de trabalho para pes
PESQUISA AGROPECUÁRIA
ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT
O diretor de pesquisa da Empaer, Antonimar Marinho dos Santos, fala que durante o workshop será definido uma nova metodologia de trabalho para a pesquisa agropecuária. Ele ressalta que será elaborado um relatório com as diretrizes que serão adotadas pela empresa. Esse evento está acontecendo em 17 Estados do Brasil por meio das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (OEPAs).
Segundo Marinho, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e OEPAs definiram a aplicação dos recursos na ordem de R$ 283,4 milhões para as 17 empresas de pesquisas durante três anos – 2008 a 2010. Esse recurso é proveniente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e já foi liberado para o ano de 2008 o valor de R$ 30,4 milhões, em 2009 será liberado R$ 85 milhões e 2010 o total de R$ 85 milhões. “Este ano está previsto para a Empaer o montante de R$ 1,4 milhão, que serão aplicados em investimentos e infra-estrutura”, argumenta.
O que se pretende durante dois dias discutindo sobre a pesquisa agropecuária é desenvolver um Programa de Gestão Estratégica (PGE) para a Empaer. Esse programa vai contar com a participação de 17 pesquisadores e um técnico de cada região do Estado, da área de assistência técnica e extensão rural. O evento será realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, com início previsto às 8 horas. Mais informações entrar em contato pelo fone: (65) 3613 1733 – Diretoria de Pesquisa da Empaer.
Nova Mutum busca desenvolver a cultura da pupunha
AGRICULTURA
ALANA ACASANOVA
Assessoria/ MT Regional
Através do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Sócio-Ambiental (CIDESA) do Alto Teles Pires, produtores rurais e amplas empresas do setor se uniram a fim de formar parcerias importantes de incentivo à cultura da pupunha onde o Estado de São Paulo detém 29% da área plantada e Mato Grosso ocupa o 6º lugar, com apenas 600 hectares de plantio da pupunha. “Conseguimos reunir mais de 120 pessoas interessadas em desenvolver a pupunha aqui em Nova Mutum e esse interesse é fundamental para que o Governo de Estado, através dos consórcios e parcerias com a iniciativa privada consiga fomentar a cultura da pupunha que hoje, ocupa 18% do mercado de palmito, e isso significa, que mais de 100 milhões de plantas deixam de ser extraídas de forma ilegal como o palmito de açaí e juçara”, declarou o coordenador da cadeia de fruticultura do MT Regional, engenheiro agrônomo Rodrigo Furquim, ao lembrar que as palestras em Nova Mutum contaram com a participação da Empaer, Banco da Amazônia, Sicredi e empresas que beneficiam a produção de palmito, tais como: Carpello (Sinop), Palmitos Ecológicos (Dom Aquino) e produtores de mudas de pupunha (Celso Kury). SOBRE A PUPUNHA - seus frutos, de sabor muito apreciado, estão integrados nos hábitos alimentares da área que cobre os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. Na região ainda predomina o consumo do fruto, mas, a produção de palmito a partir do cultivo da pupunheira começa a aumentar, com plantios em escalas consideráveis no Pará, Acre, Rondônia e Mato Grosso.
A cultura também passa por intenso processo de disseminação fora da Amazônia, principalmente na região Sudeste do país. “Em São Paulo, pupunheira está sendo plantada em praticamente todo o Estado. Todo esse impulso que a cultura vem recebendo é motivado pelas boas perspectivas do mercado de palmito”, explicou Furquim. Segundo o engenheiro agrônomo, embora tenha dado mostras de abrandamento nos últimos anos, o processo de exploração do palmito de juçara nativos tem usado os mesmos métodos que levaram à quase dizimação das palmáceas da Mata Atlântica. “Nesse contexto surge, como alternativa complementar à exploração extrativista, o cultivo da pupunheira, visando à produção de palmito. Existem na região Amazônica inúmeras plantações de pupunha sem espinhos, que oferecem condições de corte no segundo ano de vida, apresentando maior diâmetro do que o açaí, com palmito de excelente qualidade”, finalizou.
Mais Informações: 3613-4508 ou 9245-5627
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Pesquisadores atualizam documento técnico para cultivo do feijoeiro comum em 12 Estados
TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO
ROSANA PERSONA
Empaer/MT
O feijão representa um dos componentes básicos da dieta alimentar. É considerado importante fonte de proteína e está sendo cultivado em 117 países de todo mundo, com uma produção em torno de 25,3 milhões de toneladas, em uma área de 26,9 milhões de hectares. O documento conta com a participação dos pesquisadores dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Acre, Rondônia e Bahia.
Segundo Martins, o Estado de Mato Grosso possui uma área plantada de 50 mil hectares de feijão, com uma produção que atinge mais de 89 mil toneladas por ano e uma produtividade de 1.782 quilos por hectare. Hoje o Estado ocupa o 12º lugar no ranking nacional e produz 57% do feijoeiro comum e 43% do feijão caupi (muito utilizado no Nordeste). Os resultados de pesquisas já recomendaram para o Estado mais de 12 cultivares de feijoeiro comum tais como: BRS Pontal, BRS Requinte, Pérola, Rudá, Jalo Precoce, Carioca, Diamante Negro, Rio Tibagi e outras.
A pesquisadora da Empaer, Maria Luiza Perez Villar, contribuiu com o documento enviando informações sobre recomendação de calagem e adubação. Ela ensina que o calcário deve ser aplicado dois a três meses antes da semeadura e incorporando ao solo a uma profundidade de 20 a 30 centímetros. No livro, poderá encontrar recomendação própria em relação à adubação potássica para o solo.
A publicação dirigida para os produtores e técnicos constam recomendações para o sistema de plantio irrigado (outono/inverno), plantio de feijão da seca (fevereiro/março) e plantio das águas (outubro/novembro). Para adquirir o documento de cultivo de feijoeiro comum na região central-brasileira, elaborado após a realização da 17ª Reunião da Comissão Técnica Central Brasileira de Feijão (CTCBF), em Belo Horizonte, em novembro de 2007, pode entrar em contato com a Embrapa Arroz e Feijão, fone: (0xx62) 3533 2123, no Estado de Goiás.
Mudas de pequi, piúva e seringueira são plantadas no jardim da AL em comemoração ao dia da árvore
MEIO AMBIENTE
MARIA BARBANT
Assessoria/ Sema-MT
Dia da Árvore é comemorado no Parque Mãe Bonifácia
MEIO AMBIENTE
MARIA BARBANT
Assessoria/Sema-MT
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Curso internacional aborda vigilância sanitária e controle de doenças em suínos
DESENVOLVIMENTO RURAL
DENISE NIEDERAUER
Assessoria/Seder-MT
O secretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Neldo Egon Weirich, o superintendente federal do Mapa, Francisco de Moraes Costa e o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Décio Coutinho, abriram oficialmente o curso nesta segunda-feira (04.08), no Hotel Fazenda Mato Grosso. As aulas tiveram início no domingo (03.08) e o encerramento será no dia 18, em Lucas do Rio Verde.
O secretário Neldo Egon, enfatizou a necessidade de investir na qualificação para o desenvolvimento da suinocultura. "Essa transferência de informações é fundamental para obtermos sucesso na produção e com certeza estaremos recebendo resultados positivos para a situação sanitária", afirmou Neldo Egon. O secretário agradeceu ainda aos participantes de vários Estados do Brasil e Bolívia pela escolha da qualificação feita no Mato Grosso.
Neldo enfatizou ainda que no decorrer deste curso as cidades a serem visitadas são pólos de desenvolvimento da suinocultura e destacou a inserção de Mato Grosso no Cone-Sul. “A importância econômica do Estado na atividade da suinocultura é também responsabilidade de cada um de vocês que atuam diretamente com a produção de qualidade e o Indea-MT é referência nacional para todos“ finalizou.
O superintendente federal do Ministério da Agricultura, Francisco Costa, destacou que a parceria feita para realização desse curso com a Seder e o Indea -MT, foi fundamental na elaboração do programa do curso por estarem previstos todos os aspectos de relevância para que os médicos veterinários participantes sejam capazes de atuarem com eficiência e eficácia.
“A capacitação desses profissionais vem facilitar a geração de emprego e renda de forma abrangente a todos os profissionais responsáveis por esse segmento importante da economia de nosso Estado“ completou.
Décio Coutinho, presidente do Indea MT, cumprimentou os organizadores e os participantes e disse ainda que a realização desse curso internacional, vai preparar os mesmos de forma efetiva para atuar em qualquer tipo de emergência.
Técnicos da Empaer recebem treinamento para atender agricultura familiar
AGRICULTURA
ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT
Segundo Benito, o trabalho que será executado no campo tem como base as instruções da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) do Governo Federal. Esse trabalho será realizado nas comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, população ribeirinha e outras. “Vamos utilizar a metodologia do Projeto Vida Nova – subsistência da família rural, diagnóstico participativo, plano de desenvolvimento das comunidades e prestar todas as atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater)”, ressalta Lopes.
O Delegado Federal de Desenvolvimento Agrário (DFDA), Dieter Metzner, abordou as políticas públicas do Ministério Agrário para o agricultor familiar, Plano Nacional de Ater, Plano Safra 2008/2009 e o Programa Mais Alimentos. Ele lembrou que serão destinados R$ 397 milhões para a assistência técnica, um avanço de R$ 229 milhões em relação ao investimento do Plano Safra 2007/08. E espera que a Empaer seja reestruturada e revitalizada para atender os 150 mil agricultores familiares de Mato Grosso.
Conforme Dieter, foi assumido compromisso com o Governo do Estado, para realização do concurso público e contratação de mais de 300 funcionários na Empaer. Segundo ele, após a contratação de pessoal, o MDA estará encaminhando recursos na ordem de R$ 5 milhões para preparar os novos técnicos nas devidas funções. “Queremos garantir aos agricultores assistência e tecnologia adequada para o meio rural”, enfatiza.
O presidente da Empaer, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, esclareceu sobre o processo de implantação da gestão estratégica na empresa, buscando a eficiência dos serviços de pesquisa e Ater. Pinheiro argumenta que é necessário planejar as ações, obter resultados e ganhar credibilidade junto à sociedade. Ele lembra que no ano de 2007, a empresa atendeu 47 mil produtores e espera para os próximos anos que esse resultado supere os 70 mil agricultores.
Nesse processo de implantação, o presidente acredita na interação das áreas e na adoção dessa metodologia de gestão. “É necessário envolver todos os níveis dos servidores, parceiros e instituições para trabalharmos de forma coesa, garantindo resultados com a ampliação de novos clientes”, adverte.
A oficina de nivelamento começou ontem (04.08) e encerra-se na quinta-feira (07.08), na Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no bairro Alvorada. Cerca de 54 técnicos estão participando e representando as regiões de Barra do Bugres, Cáceres, Cuiabá, São Félix do Araguaia, Barra do Garças e Cuiabá. O evento será realizado também nos municípios de Cáceres, Porto Alegre do Norte, Barra do Garças e Juína.
Técnicos são capacitados pelo Incra para atender assentamentos no Estado
AGRICULTURA FAMILIAR
ROSANA PERSONA
Assessoria/Empaer-MT
O engenheiro agrônomo do Incra, Wilson Bonfim, fala que o PDA é um instrumento que facilita o acesso dos assentados às políticas públicas. Para explicar como funciona a metodologia, os participantes foram a uma propriedade rural no município de Rosário (128 km ao Norte de Cuiabá), no assentamento Maria Benvinda para maior interação com o produtor rural. Segundo Bonfim, o Plano de Desenvolvimento dos Assentados é complexo e envolve muitas informações.
Ele orienta, que essa metodologia define o que as famílias assentadas querem fazer na propriedade. O PDA pode levar uns seis meses para ficar pronto. O técnico responsável pelo assentamento faz o diagnóstico da área, requerendo junto a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), a Licença Ambiental Única (LAU), instrumento fundamental para dar início às atividades na comunidade.
A estudante de agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Dulcimeire de Lourdes Andrade, participou do curso e admite que a nova experiência permita atuar em assentamentos e comunidades com essa metodologia que é participativa. “Sou filha de pequeno produtor e trabalho com 10 famílias na comunidade São José da Figueirinha, no município de Mirassol D’Oeste, desenvolvendo experiências agroecológicas, atendendo a comunidade conforme a necessidade. É dessa forma, que pretendemos trabalhar com o PDA”, afirma Dulcimeire.
O engenheiro agrônomo da Empaer, Osmar de Assis Alves, relata que o curso permitiu um trabalho ajustado à demanda efetiva dos assentados. Ele explica, que o trabalho técnico vai auxiliar os produtores, informando o tipo de solo e exploração, cobertura vegetal, construção de estradas visando práticas conservacionistas, preservação e conservação dos recursos naturais e área de preservação permanente. “Esse trabalho permite atender aos anseios da comunidade de forma concreta e real”, finaliza.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Acorizal terá fábrica de óleos essenciais
Acorizal terá fábrica de óleos essenciais
Enviada Especial a Acorizal
De acordo com o pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Agropecuária (Empaer), responsável pela implantação do projeto, Carlos Milhomem, uma parceria com a Secretaria de Industria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) garantirá o incentivo para pelo menos 80 produtores que estiverem interessados em cultivar eucalipto, citronela, menta e outras plantas que podem ser utilizadas como matéria-prima para a extração de óleos essenciais.
Outra vantagem para os pequenos produtores que investirem neste projeto é a renda durante o ano inteiro. "A idéia é, em parceria com a Sicme, incentivar o plantio de um hectare de eucalipto e 1/4 de hectare de citronela. Com isso eles teriam matéria prima para processar durante todo o ano", explica.
A comercialização, considerado um elo problemático em qualquer cadeia produtiva, já não é mais sinônimo de preocupação para Milhomen. Ele garante que o mercado é bom e que já estabeleceu contatos para negociar a produção com algumas empresas paulista. "No atacado o litro de óleo essencial utilizado na industria de comércio e também no setor farmacêutico chega a custar R$ 70. Já no varejo esse preço chega a R$ 150", enfatiza.
Plantas - O eucalipto é bastante conhecido. Já a citronela e a menta nem tanto. Milhomem explica que esta é uma planta aromática que ficou bem conhecida por fornecer matéria-prima (óleo essencial) para a fabricação de repelentes contra mosquitos e borrachudos. "Além de ser um ótimo repelente, o óleo da citronela é rico gerânio e citronelal", destaca.
As mentas são plantas herbáceas e vivazes. Com uma lista numerosa de espécies, das quais muitas são cultivadas visando suas propriedades aromáticas e condimentares, a menta também pode ser usada na ornamentação e como planta medicinal. É anti-séptico, digestivo, estomáquica e expectorante.
Brasil quer aumentar exportações de frangos
Enviada especial a Acorizal
Os números, extra-oficiais apontam a existência de 55 municípios mato-grossenses desenvolvendo a avicultura industrial integrada, o que totaliza 1,12 mil estabelecimentos com capacidade para 22,55 milhões de aves. O Estado tem ainda pelo menos 80 estabelecimentos desenvolvendo a avicultura industrial independente, o que equivale a mais quatro milhões de aves espalhadas em cerca de 40 municípios. E a avicultura de subsistência é desenvolvida em 142 municípios, com um total de 60 mil estabelecimentos e plantel de 4,2 milhões de aves.
Mesmo sendo uma atividade nova, a produção de frangos está se expandindo rapidamente no Estado e já conta com aproximadamente 300 produtores. Mas vale destacar que nenhum órgão tem este dado oficial, porque a cada dia surgem dezenas de novos empreendimentos em todas as regiões do Estado.
Em relação ao número de galpões, a expectativa é que dos 2,86 mil registrados em 2007, passe para 3.96 mil em 2009. A criação e reprodução das aves também está em crescimento. Em 2006, Mato Grosso contava com 46 núcleos de reprodução, com capacidade para 1,6 milhão de cabeças. Para 2009, a estimativa é de que Mato Grosso passe a contar com 88 núcleos e a capacidade de reprodução seja ampliada para 3,45 milhões de aves. (EP)
Aviário servirá para validação tecnológica
Enviada Especial a Acorizal
De acordo com o diretor de pesquisa da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Antonimar Marinho, o aviário implantado em Acorizal é uma unidade de produção para validação tecnológica que servirá de objeto de estudo para que os pesquisdores avancem nos estudos sobre as condições ambientais, nutricionais, bem estar animal e manejo das aves na região. "Acorizal foi escolhido para sediar a unidade por estar situada numa altitude média em relação aos outros municípios da Baixada Cuiabana. Os aviários possibilitarão que outras atividades sejam agregadas em toda região".
Na opinião de Marinho, dentro de um ano, haverão aviários espalhados por toda a baixada cuiabana. Ele esta otimista e diz que é na Baixada Cuiabana que vivem pelo menos 45% da população de Mato Grosso. "Já estava na hora de implantar uma atividade para gerar emprego e renda para este povo. Inovação tecnológica é a palavra de ordem a partir de agora para este município. Tenho certeza que, assim como em outras regiões, a Baixada Cuiabana, passará agora por uma mudança de perfil economico ", enfatiza.
A avicultura tem transformado várias regiões do Mato Grosso. Um dos exemplos é Lucas do Rio Verde, município a 285 quilômetros de Cuiabá, onde está sendo instalada uma unidade, que ao operar com a capacidade total abaterá 500 mil aves por dia. "Além do frigorifico e das granjas, o complexo também conta com fábrica de rações e diversas outras empresas que prestam serviço e vendem produtos para este setor da economica.
Outro município que está otimista com a implantação de outra projeto de avicultua é Campo Verde, a 94 quilômetros da Capital. A principal dificuldade dos avicultores desta região era o índice elevado de mortalidade dos frangos ao descer a serra e enfrentar temperaturas elevadas. A implantação de uma unidade da Sadia na região solucionará esta dificuldade. No entanto, a unidade de Várzea Grande, que gera atualmente 2.200 empregos poderia ficar sem aves para abater e isso geraria uma porcentagem de ociosidade, ou seja, passaria a produzir apenas os embutidos. "Com a consolidação desta unidade experimental em Acorizal e o amparo da pesquisa, os produtores da Baixada Cuiabana terão condições de criar frangos suficientes para abastecer a unidade de Várzea Grande, o que significará a produção de no mínimo 200 mil frangos por dia para atender a demanda de abate da unidade de Várzea Grande", conta Marinho.
Ao todo, a Sadia, ao concluir todas as unidades que estão sendo implantadas no Estado terá capacidade para abater 1.2 milhão frangos por dia. "Isso significa que dentro de no máximo um ano, além dos mato-grossenses, brasileiros de vários outros Estados e até de outros Países vão consumir as aves de Mato Grosso", garante Dal Bello. (EP)

